Olá corujitos e corujitas! Como estão vocês? Hoje eu trouxe para vocês leitores amadores, a resenha de um livro lido no mês dos namorados!
Esse é um conto do dia dos namorados escrito pela autora Paula Neiva. Eu não a conheço, não li nenhuma de suas obras antes dessa, essa é a primeira vez que leio algo dela e foi uma das minhas melhores leituras até agora na categoria conto, apesar de ser apenas um conto de poucas páginas.
Lembrando que vocês podem seguir a autora em suas redes sociais também! Então siga: @porpaulaneiva
Pois bem, corujitos e corujitas, fiquem aí com a resenha desse livro maravilhoso e fofineo! 😍❤
Bjs da Jhully.
• Título: Quem liga para o dia dos namorados?
• Páginas: 29
• Gênero: Romance, Conto
• Autor: Paula Neiva
• Classificação: 5/5 ⭐
Resenha
O conto conta na primeira parte, o ponto de vista de Amanda, uma mulher jovem, bonita, engraçada e que trabalha como recepcionista em um consultório médico. Depois de anos namorando homens imprestáveis, ela decide então que desta vez, nesse dia dos namorados passará sozinha, sem uma companhia amorosa ao seu lado; ela está cansada de quebrar a cara por causa de homens idiotas e imprestáveis.
Na história, conta com a participação de vários personagens secundários que foram mencionados algumas vezes, dentre eles estão: Tânia, que também é uma recepcionista com a Amanda, essa daí é o tipo de pessoa esnobe que vive falando mal de todos e acha que todo mundo gosta dela; O doutor Medeiros, chefe de Amanda e não tem muita participação dele no conto, parece que ele aparece apenas uma vez; Denis, o faxineiro da clínica, Tomas, o concierge*; o Rafael, assistente do assistente do assistente na empresa de contabilidade que fica no mesmo prédio da clínica; e tem alguns outros personagens que teve muito pouca menção no conto também.
Quando nossa querida protagonista feminina está indo embora para casa tarde da noite depois de uma tarde cansativa de telefonemas para restaurantes, em busca de uma reserva de uma mesa de jantar para seu chefe e esposa comerem juntos, ela fica presa dentro do elevador, junto com um completo estranho, que mais tarde descobre por se chamar Rafael. Para passar o tempo até serem resgatados, os dois começam a se conhecerem um pouco mais e quanto mais se conheciam, mais Amanda se apaixonava por Rafael, o assistente do assistente do assistente na empresa de contabilidade.
Mas no final... nós duas quebramos a cara juntas pessoal, porcaria! 🤦🏽♀️💔
Despois de os dois serem resgatados por Tomas, se descobre que nosso homem bonito é, na verdade, gay! Isso mesmo corujitos e corujitas, Rafael tem NAMORADO! Com "O" no final! 💔 Ôh má sorte que nós temos dona Amanda! Pelo menos ele é um gay bonito... 😂❤
Apesar do livro ser apenas um conto de pouquíssimas páginas (uma pena, gostaria de ter lido mais páginas desse conto maravilhoso!!!! 😖💔😂) eu gostei bastante dele. Esse é um conto que te chama a atenção do começo ao fim e te prende ao enredo completamente, fazendo com que você quase devore o celular/kindle/livro de tão bom que é a história. Me diverti rindo muito em alguns parágrafos; a escrita da autora é ótima e bem fluida, fazendo com que a leitura seja bem fácil de se entender; Paula Neiva escreve muito bem, está de parabéns autora! Ansiosa para ler mais de suas outras obras! ❤
Super recomendo vocês lerem esse conto maravilhoso corujitos e corujitas. A leitura além de ser leve, também é um pouco clichêzinha de um jeito que não é enjoativo de se ler mais outras vezes! Fiquei com o coração quentinho só de ler essas páginas! Estou suspirando apaixonada até agora, minha gente. 😂🤭
Então é isso corujitos e corujitas! Espero que tenham gostado dessa resenha de livro, pois eu amei bastante escrever essa resenha sobre Quem Liga Para o Dia dos Namorados?
*Concierge: traduzindo do inglês para o português, porteiro.
Quotes favoritas:
"— Para mim, Dia dos Namorados é só uma invenção capitalista pra vender mais chocolates ou calcinha fio-dental."
"— Acho que é uma questão de ponto de vista, Amanda ― comenta Denis, da limpeza, enquanto passa o rodo na recepção vazia. — Talvez um dia você acabe gostando de ter qualquer desculpa para celebrar algo que sente por outra pessoa."
"E aí chego à revoltante conclusão: todo mundo liga sim pro Dia dos Namorados! Todo mundo aproveita, se diverte, se ama, menos eu que tô aqui, às 8 da noite, com um 1kg de donuts confeitados e… totalmente sozinha."
"Meu talento para caça-palavras, meu bom gosto para terninhos corporativos e todo o meu conhecimento em Gilmore Girls nunca vão contar pra, tipo, nada?"
"Dane-se o Dia dos Namorados, dane-se o romantismo, dane-se o amor! Eu tenho açúcar! E eu tenho, ainda bem, TV a cabo em casa! E eu tenho eu mesma, que é o que importa! Esta é minha noite e ninguém vai me deter"
"— Está tudo bem? Machucou?
— Estou bem sim, obrigada. ― Aceito a mão dele e me sinto envergonhada quando vejo que a mão que estendi é a mesma cheia de glacê de minutos atrás. Mas ele parece não se importar e sorri, gentilmente. Confiro o interior da caixa e lanço um olhar fingindo desconfiança para ele. — Ou você se referia aos meus donuts?"
"Não sei lidar com pessoas bonitas. Elas exigem muito esforço da minha parte para parecer meramente interessante."
"Ao estirar seu braço, posso sentir o perfume que exala. Começo a sentir um friozinho na barriga por pensar que vou estar ainda mais tempo com ele aqui, presa no elevador."
"— Bom, já que oficialmente vamos passar boa parte da noite juntos, quero saber algo que não deveria estar perguntando, mas que mesmo assim preciso perguntar. ― E me encara, sério, parecendo mais atraente do que nunca. Por um microssegundo meu coração só falta sair pela boca, tamanha é a minha ansiedade. E ele finalmente solta: — Qual é o seu problema com o Dia dos Namorados?!
— Ei, eu não tenho um problema com o Dia dos Namorados! ― E é verdade. Não tenho um problema. Tenho vários: todos os últimos anos em que passei a data acompanhada, algo terrível aconteceu com a minha autoestima. Namorados tóxicos, ficantes enrolados e encontros desastrosos. Mas não estou disposta a falar sobre isso no primeiro ano em que decido mudar o rumo das coisas. Por isso, uso minha frase pronta, inflando o peito e parecendo mais sábia do que minha professora de filosofia da época da faculdade poderia afirmar: — Para mim, Dia dos Namorados é só uma invenção capitalista pra vender mais chocolates. Ou calcinha fio-dental."
"— Quem liga para o Dia dos Namorados?
— Você. Claramente você se importa com a data. E, olha, sei que não nos conhecemos, mas se te conforta, uma vez já namorei com alguém que, em pleno Dia dos Namorados, me trocou pelo vizinho saradão. E estou aqui vivíssimo para contar a história."
"— Tem certeza que você não é um psicólogo disfarçado?
— Não, claro que não! É que eu sou um cara dos números e, por cada fração que você me mostrou, deu pra entender o x da questão: você se esforçou tanto em não ligar para o Dia dos Namorados que acabou ligando até demais! Por isso, a cada ano criou uma expectativa gigantesca e, sem querer, acabou dando espaço pra essa quantidade tremenda de babacas entrar na sua vida."
"[...] tiro o peso das minhas costas e compreendo que não há nada de errado comigo e que, sim, mereço ser amada. E, principalmente, me amar, antes de tudo."
"— [..] De erro em erro, até que a gente aprende. ― E reflito um pouco antes de concluir: — Ou, sei lá, se traumatiza."
"E que as pessoas certas se encontram, se apaixonam e, no final, ficam juntas."
"― [...] acho incrível, incrível como ― ele se aproxima um pouco mais: — você continua extremamente linda mesmo com o queixo todo sujo de… glacê?"
"E que bonito pensar que, no fim das contas, o amor de verdade não nasce onde você está presa. Mas sim onde você se liberta."
"[...] — Aperte o botão de emergência uma vez se está tudo bem em te convidar."
Tem indicação desse livro também: Clique aqui

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